Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Sustentar a Luz


Se você não pode suportar olhar para a luz de uma vela, como poderá sustentar o brilho da luz do sol?

Se você não é capaz de sustentar o prazer numa relação, o que dirá sustentar a corrente cósmica de êxtase que o samadhi proporciona.

Olhar para a luz significa sustentar o prazer.

Superficialmente parece que o grande medo do ser humano é o sofrimento. No mais profundo você vai descobrir que o maior medo é o do prazer.

Prazer significa vida, vida é como a luz. E você, estando identificado com os aspectos sombrios da personalidade, identificado com a escuridão, é natural que tenha o prazer como um grande perigo porque a luz dissolve a escuridão e você vive o terror do aniquilamento.

Quinta-feira, 5 de Março de 2009

GUIRI - o espírito de gratidão

Por Bete Zuiso - Professora de AIKIDO

Quando recebemos um presente, naturalmente brota em nosso coração GUIRI, o espírito de gratidão. É por GUIRI, a gratidão, que procuramos devolver o bem recebido.

Esse espírito, quando aparece em uma pessoa, beneficia primeiro a própria pessoa, depois o mundo em volta dela.

A gratidão FAZ. Ela não se importa em receber reconhecimento, ela simplesmente se manifesta em atos concretos. Preparar o chá, limpar o Dojo, cuidar do local de treinamento, lavar os panos, tirar o pó, oferecer flores são manifestações desse espírito. Deixando o local limpo para os que vêm depois de nós, estamos deixando a oportunidade de que também neles cresça essa gratidão.

Se GUIRI já apareceu em seu coração, olhe em torno de você e deixe que ele se manifeste em pequenos atos concretos. Se GUIRI ainda não apareceu, una-se aos outros e trabalhe com eles. Nesse ato de fazer, GIRI certamente aparecerá, e seu Sensei e todos os seus colegas receberão os benefícios. Mas o maior beneficiado será você mesmo, e tudo que você fizer em sua vida será uma manifestação desse espírito de gratidão.

Aquilo que você pratica no Dojo frutifica em sua vida!

Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009

Meditação andando


"Quando praticamos a meditação andando chegamos a todo momento.
Nosso verdadeiro lar é o momento atual.

Quando entramos profundamente no momento presente, nossas queixas e preocupações desaparecem, e descobrimos a vida, com todas as suas maravilhas.

Fazendo isso, superamos a dispersão e habitamos pacificamente no momento atual, que é o momento absoluto de conscientização para nós."

Thich Nhat Hanh
Mestre Zen vietnamita que mora na França em Plum Village

Sábado, 21 de Fevereiro de 2009

Entrevista sobre meditação

Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009

A Prática de Seiza

Extraído de The Iaido Newsletter #12 Maio 1991

Seiza é um método de sentar, o qual, em alguns lugares, é usado como psicoterapia. Seiza é um modo de sentar sobre os joelhos que é usado extensivamente na arte marcial do Iaido, bem como no Aikido. A prática de seiza pode envolver estas artes, ou pode ser feita simplesmente como um "exercício sentado".

"Sentar calmamente" usando a postura de seiza é uma maneira de superar os temores generalizados da vida e o medo subjacente da morte. É um excelente meio de regular as funções do corpo. Pode trazer a mente mais perto do mundo "como ele é", numa atitude mais apropriada que seu foco habitual em "como ele deveria ser". Em outras palavras, seiza é um método de passar através das ilusões da vida diária. Quando sentado, os círculos sem fim de pensamento, tão danosos à saúde mental, são rompidos e o claro frescor do simples viver no mundo é por fim liberado para aflorar.

Sente-se em seiza dobrando suas pernas e apoiando seu joelho esquerdo no chão. Coloque o joelho direito a uma distância de cerca de dois punhos do esquerdo. Em seguida estique os dedos do pés e posicione-os sobre o chão de modo que os dedões apenas toquem um no outro. Abaixe as nádegas de modo que elas repousem sobre ou entre os calcanhares.

Deixe a coluna ereta e a parte inferior das costas para a frente de modo que se forme uma curva em S na espinha dorsal. Arredondar a parte inferior das costas ou tentar inclinar-se causará fadiga muscular. O peso do corpo deve ser centrado num ponto ente o topo dos pés e os joelhos, mais na direção dos pés.

A cabeça deve repousar solta no topo da espinha. As orelhas deve estar em linha com os ombros e o nariz em linha com o umbigo. Note que pondo o nariz nessa posição você move suas costas levemente para fora da posição vertical. No Iaido isto é importante porque encoraja a pressão para a fronte. Empurre o queixo levemente e estique a base do pescoço. Isto resulta como se alguém o puxasse pelo cabelo para alongar sua espinha. Para encontrar essa linha central você pode balançar em círculos sobre as costas, parando suavemente até atingir uma posição de equilíbrio. Este centro é importante para prevenir cãibras ou fadiga enquanto está sentado.

Outra maneira de checar sua postura é imaginar uma corda atada ao topo de sua cabeça pelo lado de dentro. A corda desce por dentro do seu pescoço e tronco e é amarrada a um peso na altura do seu tanden (cerca de 4 ou 5 cm abaixo do umbigo). Se você inclinar sua cabeça para a frente ou curvar demais seu tronco a corda tocará a parte externa de seu corpo. Se você inclinar-se demais para a frente ou para trás o peso baterá na linha do quadril. Ponha o peso diante do hara.

Relaxe os ombros e deixe seus braços caírem para baixo naturalmente. A mão direita é posta com a palma para cima sobre o colo, com o dedo mínimo levemente tocando a parte inferior do abdome. A mão esquerda é colocada sobre a direita , também com a mão espalmada para cima. Os dedos devem estar juntos, sem tensão alguma. Coloque as pontas dos polegares juntas de modo que elas se toquem sem pressão. Os polegares e demais dedos devem assumir uma forma ovalada em volta de um ponto cerva de 4 a 5 centímetros abaixo do umbigo.


Este ponto é chamado de tanden ou saika tanden e corresponde rigorosamente ao centro de gravidade. A mão esquerda sobre a direita representa o aspecto da quietude ("Sei" ou "In" em japonês) cobrindo o aspecto ativo ("Do" ou "Yo"). Os polegares unificam os dois princípios. O tanden é visto como o centro do ser, em torno do qual o Hara ou cordão da cintura é organizado. Este centro é o ponto a partir do qual sua vida é gerada.

Variações desta forma são algumas vezes usadas, mas este é o método mais equilibrado e relaxado.

Sem inclinar a cabeça para a frente, baixe os olhos e mire um ponto centrado cerca de um metro à frente dos seus joelhos. O nariz deve estar no campo de visão ou a cabeça está caída para a frente. Isto serve para entrecerrar os olhos, excluindo a maior parte do campo visual sem permitir que a pessoa adormeça.

Ponha a língua no céu da boca, mantendo os dentes levemente juntos. Deixe sem ar o espaço entre a língua e o palato. Isto inibe a produção de saliva e a necessidade de engolir.

A respiração é feita de modo bastante específico, e é o aspecto mais importante da prática. Os antigos taoistas acreditavam que respiração era vida e que cada pessoa foi unicamente aquinhoada com esse dom. A respiração lenta e profunda era vista como prolongadora da vida.

Inale fácil e profundamente através do nariz usando o diafragma. O abdome deve expandir-se para a frente enquanto o peito expande-se sem nenhuma assistência muscular. Mantenha toda a tensão e esforço muscular fora da parte superior do corpo. Os ombros não devem mover-se para cima de modo algum, mas também não os pressione para baixo, apenas deixe a gravidade agir.

Inspire até os pulmões ficarem cheios e nada além disso, deixe o fôlego ditar a mudança para a expiração. Não retenha o ar ou faça nada de especial, simplesmente comece a exalar. A expiração é sempre mais suave que a inalação. Não deve haver nenhum ruído ou agitação, simplesmente sopre suavemente, deixando a barriga murchar. Expire até precisar inspirar novamente, e então reinicie o ciclo. Quando exalando não deixe a barriga flácida, mas mantenha-a viva e com uma certa tensão ou tônus, sem realmente enrijecer os músculos. Nunca force a respiração em nenhuma etapa. Com a prática continuada o ritmo diminuirá até talvez dois ciclos por minuto, mas não tente atingir nenhum objetivo, apenas respire calmamente.

Seguindo seu fôlego, conte ambas a inalação e a exalação ou, mais adiante, apenas as expirações. Conte de 1 até 10 e então reinicie. Se perder a contagem, recomece de 1, não tente lembrar o último número, isso não é importante, Chegar a 10 não deve ser uma disputa ou desafio, apenas conte.

Quaisquer pensamentos que surjam devem ser notados mas ignorados. Apenas olhe para eles e deixe-os ir, não os persiga ou siga qualquer linha de raciocínio. Volte para a contagem. Todos os pensamentos devem ter o mesmo valor, nada, quando sentado. Quando sentado... sente. Volte à contagem. O mesmo vale para qualquer luz brilhante, alucinações, pânico, medo ou outras ilusões. Simplesmente, sentando... sente.

Quando os pensamentos não afloram tão rápidos e furiosos você pode abandonar a contagem e simplesmente sentar. Se os pensamentos tornam a dispersa-lo conte novamente.

Preferencialmente, tente sentar em seiza por cerca de 30 minutos pela manhã cedo e outra vez à noite. Quando iniciando a prática períodos curtos são sugeridos até que as pernas estejam flexíveis e a circulação ajustada. Se as pernas começam a adormecer, levante-se sobre os joelhos para reativar a circulação. Outra opção é por uma almofada entre a parte inferior das pernas para erguer os quadris acima dos calcanhares. Um pouco de dor é inevitável mas não faça disso um teste de força de vontade para sentar pelo maior tempo possível. Idealmente a prática deve ser feita em um local sossegado com iluminação suave e poucos elementos que possam causar distração, visual ou de qualquer natureza. Música é inadequada, já que a idéia é não ser distraído, o que pode acontecer. Eventualmente, a prática poderá ser feita em qualquer lugar onde haja um pouco de atividade em volta.

Quando a prática terminar ou as pernas precisarem ser esticadas, curve-se para a frente a partir da cintura e ponha a testa no chão mantendo o quadril sobre os calcanhares. Ponha as mãos espalmadas sobre o chão ao lado da cabeça, deslocando-as para diante alguns centímetros. Isto simboliza sua abertura (e aceitação) a tudo que o mundo tenha a lhe oferecer. Respirar nesta posição por um curto tempo antes de sentar novamente permitirá longos períodos de prática.
Existe uma vasta literatura de auto-ajuda e meditação e há muitos que desejam ensinar métodos secretos de cura da alma cobrando algum preço. Tudo que é realmente necessário é um local para estar só e umas poucas respirações. Se algum suporte é considerado de valia então o seiza pode ser praticado em grupo, mas isso não é necessário.

Apenas sente... Simplesmente sente.

Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009

Samurai

Perto de Tóquio vivia um grande samurai, já idoso, que agora se dedicava a ensinar o zen aos jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.

Certa tarde, um guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu por ali. Era famoso por utilizar a técnica da provocação: esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de uma inteligência privilegiada para reparar os erros cometidos, contra-atacava com velocidade fulminante. O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta. Conhecendo a reputação do samurai, estava ali para derrotá-lo e aumentar sua fama.

Todos os estudantes se manifestaram contra a idéia, mas o velho aceitou o desafio. Foram todos para a praça da cidade, e o jovem começou a insultar o velho mestre. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos, ofendendo inclusive seus ancestrais. Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível. No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se.

Desapontados pelo fato de que o mestre aceitar tantos insultos e provocações, os alunos perguntaram:
- Como o senhor pôde suportar tanta indignidade? Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, ao invés de mostrar-se covarde diante de todos nós?
- Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente? - perguntou o Samurai.
- A quem tentou entregá-lo - respondeu um dos discípulos.
- O mesmo vale para a inveja, a raiva, e os insultos - disse o mestre. Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo.

A sua paz interior, depende exclusivamente de você. As pessoas não podem lhe tirar a calma. Só se você permitir...

Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

Cientistas explicam como chá verde combate inflamação

Por Jacqueline Stenson SAN DIEGO (Reuters Health)

Estudos têm apontado que o chá verde possui propriedades antiinflamatórias e uma nova pesquisa pode ajudar a explicar o porquê. Pesquisas feitas anteriormente com animais e estudo em laboratórios mostraram que substâncias do chá verde, conhecidas como polifenóis, funcionam como agentes antiinflamatórios, mas o mecanismo por detrás dessa ação não tinha sido bem compreendido. Agora, cientistas de Ohio descobriram que um tipo de polifenol, conhecido como epigalocatequina-3-galato, ou EGCG, inibe a expressão do gene interlucina-8, envolvido na resposta a uma inflamação. "Descobrimos que esse composto reduziu a expressão desse gene significativamente em um modelo de cultura celular", afirmou o autor do estudo, o médico Hector Wong, do Centro Médico do Hospital Infantil de Cincinnati, em Ohio. "À medida que aumentávamos a dose, o efeito era mais intenso", disse ele à Reuters Health. Em um estudo realizado em laboratório, apresentado durante o encontro da Society of Critical Care Medicine (sociedade voltada ao cuidado de pacientes em estado grave), em San Diego no domingo, os pesquisadores examinaram células pulmonares humanas que foram desenvolvidas em laboratório e tratadas com uma proteína chamada de fator de necrose de tumor, que geralmente aumenta a expressão do IL-8, resultando na produção da proteína interlucina-8. No corpo, essa proteína atrai os linfócitos para um lugar específico, provocando a inflamação no tecido, relatou Wong. Entretanto, quando os cientistas introduziram o EGCG no experimento, eles notaram que esse tipo de polifenol bloqueava a ação da interlucina-8. Quanto maior a dose, melhor era o efeito. "Esse composto pode reduzir o fator que leva à inflamação", disse Wong. Ainda é cedo para recomendar a ingestão de xícaras e mais xícaras de chá verde com a esperança de tratar uma inflamação, já que os resultados ainda precisam ser mais estudados. Relatos sobre populações asiáticas sugerem que o consumo de chá verde pode estar associado à recuperação de doenças caracterizadas por inflamações, como artrite e colite. Também acredita-se que o chá verde tenha um papel importante no combate ao câncer e à doença cardíaca.